| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | T. albogularis |
O suiriri-de-garganta-branca é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Seu nome científico significa: do (grego) turannos = tirano, agressivo, cruel; e do (latim) albus = branco; e gularis, gula = com garganta, garganta. ⇒ (Ave) tirana com a garganta branca.
Mede entre 20 e 21 centímetros de comprimento e pesa cerca de 38 gramas (Mobley, 2015).
O suiriri-de-garganta-branca (Tyrannus albogularis) é muito parecido com o suiriri (Tyrannus melancholicus), mas possui uma cabeça cinza mais pálida, tendendo ao branco, com uma nítida e bem definida faixa escura atravessando os olhos até a região auricular. O peito e o ventre são amarelo-brilhante sem nenhuma faixa peitoral cinza ou oliva separando a garganta do peito, como acontece com o seu congênere suiriri (Tyrannus melancholicus). A coloração branca da garganta do (Tyranus albogularis) contrasta distintamente, na porção superior da face, com a faixa ocular escura bem definida e constrata distintamente na sua porção inferior com a coloração amarela do peito, enquanto no suiriri (Tyrannus melancholicus) esse contraste é menos notável. O dorso é verde-oliváceo e não cinzento.
Há necessidade de muito cuidado ao identificar o (Tyrannus albogularis). Pois sob luz forte, quando a cor do peito parece mais clara, o suiriri (Tyrannus melancholicus) pode parecer enganadoramente um suiriri-de-garganta-branca (Tyrannus albogularis), mas nunca possui uma máscara tão nítida em contraste com a coloração clara da cabeça (Ridgely & Tudor, 2009).
Sobre (T. albogulares) no litoral norte da Bahia, Lima (2006) observa: “Muito parecida com a espécie anterior, possui, no entanto, a garganta branca e é uma espécie migratória que foi registrada para o litoral norte em 1993, através de campanhas de anilhamento. Nunca mais a espécie foi vista, apesar de estarmos sempre atentos, pois essa espécie pode passar despercebida e ser confundida com a espécie (T. melancholicus).”
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de insetos, embora possa eventualmente incluir frutas em sua dieta.
O ninho é construído com ramos, hastes e forrado com material macio e a uma altura entre 2 e 8 metros, em um arbusto ou pequena árvore isolada. A postura varia entre 2 a 4 ovos e normalmente a ninhada é de dois ou três filhotes. Os ovos são branco-amarelados com pintas na coloração marrom ou roxo-lavanda.
Espécie localmente comum no Brasil centro-oriental em áreas semi-abertas, bordas de florestas, cerrados, caatingas, capoeiras, fazendas, parques e jardins.
Bem menos frequente e de comportamento mais discreto que o suiriri (Tyrannus melancholicus).
Ocorre principalmente no Brasil central e na floresta amazônica.
A ocorrência de (Tyrannus albogularis) no território brasileiro apresenta registros na porção oeste-setentrional e central até o Mato Grosso, Goiás e São Paulo (Sick, 1997), migrando para a Amazônia ocidental nos período entre maio e agosto (Ridgely e Tudor, 1994; Fitzpatrick, 2004; Sigrist, 2006). A bibliografia existente atualmente cita esparças aparições de (Tyrannus albogularis) no nordeste brasileiro: no sul do Piauí, (Ridgely & Tudor, 1994), no oeste da Bahia (Souza & Borges, 2008), no norte da Bahia (Lima, 2006) e em Pernambuco (Pereira & Roda, 2009). Entretanto, registros mais a leste da região nordestina merecem atenção pois parecem estar associados a visitantes acidentais. O conhecimento sobre a extensão da área de invernada das espécies que realizam migrações austrais ainda é incipiente (Joseph, 1996; Stotz et al., 1996). “Para se chegar ao conhecimento sobre as rotas de migração e invernada dessas espécies, somente através da realização de trabalhos de coleta de dados mais sistematizados, estudos em diferentes áreas simultaneamente e trabalhos com captura-marcação-recaptura, como sugerido por Alves(2007) ao analisar o conhecimento atual sobre os migrantes austrais” (Pereira & Roda, 2009).
Consulta bibliográfica sobre subespécies: